ÍNDICE
ESCRITORES
José Reynaldo Galasso
Bragantino, aqui fez do primário ao curso superior. Funcionário do Banco do Brasil, morou no Rio de
Janeiro, Ribeirão Preto e agora em Brasília. Colaborou com o jornal A Voz de Bragança, com a coluna
semanal "Ponto de Vista" durante 3 anos. Participou da antologia Ases em Prosa e Verso, de 1997 e da
Ah! Como me Lembro... de 1999. Publicou o livro de poesias O Velho Barco em 1995, quando residia em
Ribeirão Preto. Casado, tem 3 filhos.
rey_naldo@bol.com.br
ESPERA
Estou aprendendo a esperar por ela,
Com calma,
Com frescor na alma,
Os cotovelos na janela,
Lendo um livro,
Contando estrelas no céu,
Olhando o por do sol,
Imaginando uma lua com véu,
Ouvindo os pássaros no arvoredo,
De tarde ou bem cedo,
Entrando com eles em sintonia,
Pois sei que um dia
Ela voltará.
Hoje não tenho mais receio
Pois conheço seu negaceio.
Por mais que se afaste,
Mesmo que se desgaste,
Ela sempre retorna,
Em alguns momentos quente
Em outros morna,
Nunca fria,
Sempre insistente,
De noite ou de dia,
Mas sem falta.
Ás vezes chega de mansinho
Às vezes me assalta
Em casa ou no caminho
Do meu trabalho diário,
Sem dia nem horário,
Nem local de preferência.
Mas é saudável experiência
Quando me toma todo o ser
E me obriga a escrever
Com lápis e coração...
Bendita inspiração!!!
BSB13032002
SOLAR
Doce e bom revê-la
É como um sol de verão
Aquecendo o inverno.
PERDA
Fiquei no prejuízo
Há quanto tempo não vejo
Seu doce sorriso?
SILÊNCIO
Deus pôs no mundo
Um silêncio profundo
Que do céu desceu.
Esse silêncio profundo
Que existe entre seu olhar
E o meu.
FLORAL
Seus olhos se abrem.
Corolas de primavera
Na tarde de outono
INFANTIL
Perdoe o desatino.
Quando amo tanto assim
Sou apenas menino
Diferença
O amor de hoje
Ao amor de ontem
É tão diferente!
Mudou o amor
Ou como o coração
O sente?
(volta)
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