Atividades da ASES Jovem - 2007
I Concurso Interno de Prosa e Poesia da ASES Jovem

Ainda no primeiro semestre, os jovens realizaram e participaram do I Concurso Interno de Prosa e Poesia da ASES Jovem, com o tema: “A velocidade da vida” (escolhido por eles mesmos, com muita democracia).
A homenageada foi a escritora Lida Leda Montanari Leme, Diretora Social da ASES, que teve a feliz idéia de criar a ASES Jovem! Ela recebeu flores e ouviu belas palavras escritas especialmente para ela, como forma de agradecimento!

A premiação aconteceu no dia 10 de agosto de 2007, na sede da ASES, em Bragança Paulista. Os premiados foram:

Gabriel
Lucas
Prosa:
Gabriel Silva Costa
- 1° lugar - “A efemeridade da vida moderna”
Laura de Oliveira Cruz - 2° lugar
- “Amor verdadeiro”
Laís Alves Naliatti - 3° lugar -
“O tempo”

Poesia:
Lucas Finamor - 1° lugar - “
A valsa do tempo”
Elení Ribeiro Leite - 2º lugar
- “O tempo passa...”
Renan Luís Prado Ferreira -3º lugar
- “Desperdício de um valor”
Foram jurados os seguintes escritores da ASES: Norberto de Moraes Alves, Therezinha R. Àvila, Lóla Prata e Thiago Abednego.

A efemeridade da vida moderna
Gabriel Silva Costa
1° lugar

Baudelaire, certa vez, definiu a modernidade como o efêmero e transitório. Melhor definição não é possível à situação em que se encontra a humanidade, a qual, diariamente, busca o imediato, o instantâneo, e, por conseqüência, o pouco duradouro.
Crescem as redes de fastfood e os serviços são cada vez mais acelerados para acompanhar a velocidade da vida moderna, na qual tudo tem de ser feito no menor tempo possível e da melhor maneira, principalmente em vista de encurtar o tempo de produção.
Entretanto, os males causados por esta situação veloz, estão cada vez mais evidentes: pessoas não possuem mais o controle do tempo, ao contrário, são controladas por ele, vivendo uma espécie de ditadura do tempo; os seres humanos comem cada vez mais rápido, sem notar os problemas causados ao organismo; cumprem prazos cada vez menores para produzir e entregar um mesmo produto.
Quem não se adequar a este novo modus vivendi corre o risco de ser excluído, por exemplo, da sociedade do trabalho, pois quem não produz rápido não é contratado. No sistema capitalista o tempo é dinheiro, entenda-se por esta expressão “lucro” - principal objetivo do capitalismo.
Um dos problemas mais manifestos da velocidade da vida é o estresse - expressão que designa, literalmente, tensão, e que é utilizada na biologia para expressar uma situação de alerta contínuo e exaustivo, o qual acarreta diversos problemas de saúde, entre eles, a hipertensão.
Outra situação visível é a substituição da reflexão pelo imediatismo. As pessoas não refletem sobre o que realizam, por não haver mais tempo destinado a esta atividade, e não são capazes de discernir o que ocorre em suas vidas e o que fazem nelas.
A situação demonstrada acima tende a piorar, pois cada vez mais o sistema em que se vive atualmente exige que as atividades sejam realizadas mais rapidamente, e como conseqüência sejam feitas sem nenhuma reflexão. Mudar uma situação vigente depende de todos e certas circunstâncias são dificilmente alteráveis. Entretanto, pode-se tornar a reflexão num instrumento que colabore com a vida, e incorporá-la mesmo em um mundo acelerado.


A valsa do tempo 
Lucas Finamor
1° lugar

A vida transcorre
Acompanhada do tempo
Num ritmo pulsante de uma valsa
A vida é a dama
Que é conduzida pelo tempo
O cavalheiro é instável
E é controlado pela dama
Para ocorrer a dança
Ambos têm que estar em perfeita harmonia
Valsando pra cá
Bailando pra lá
O cavalheiro dançando
E a dama sorrindo
O tempo tempando
E a vida vidando
Quem dança, sorri
Tempando a vida
Vidando o tempo
Quem não dança
Tira a harmonia
E o cavalheiro sem controle
Valsa fora do ritmo
E para se empolgar
Precisa da dama vivaz
Precisa da vida vidando.