ÍNDICE
ESCRITORES
Tiago Ebenézer
CATARINA CATA TUDO
Não é só uma menina e nem uma mulher;
Ela é Catarina espécie fina modelo colher;
Quando caminha feito mocinha;
Por onde passa Catarina cata;
Cata o perfume da flor no jardim do campo;
Cata a atenção dos homens com o seu encanto;
Cata o brilho das estrelas sem ir ao céu;
Cata o ingrediente das abelhas pra ter lábios de mel;
Cata a beleza do mar ao se banhar perante a areia;
Cata o canto que faz os pescadores te chamarem de sereia;
Cata a luz do sol amarelo e brilha com sua saia curta e de chinelo;
Cata a doçura da princesa que faz o príncipe te oferecer seu castelo;
Cata a importância das águas e se torna importante;
Cata a formosura da lua branca e redonda tão distante;
Cata a pureza da nascente e nasce sorridente;
Cata o balanço das ondas e dança com o primeiro que vê na frente;
Cata o tempero da comida pra ficar gostosa;
Cata a santidade das freiras, mas não quer ser religiosa;
Cata o amor e anda nas nuvens sem pisar nelas;
Cata a dor que deixa incolor sua aquarela;
Cata a cor das cores pra pular o carnaval na avenida;
Cata a calma do sossego pra levar a sua vida;
Cata o caminho da felicidade pra tentar ser feliz;
Cata o laço da amizade pra amarrar bons amigos por aí;
Cata a imensidão do universo e imagina a sua morada;
Cata o aroma do café pra ficar no ponto e ser degustada;
Cata a claridade da luz pra se aparecer uma celebridade;
Cata o breu da escuridão pra se esconder da sua realidade;
Cata a fé dos profetas e mesmo sem ter poder move montanhas;
Cata o sexo de um macho e gera um filho em suas entranhas;
Cata o vento, acaba sozinha no nada e abandonada;
Cata o mundo pra ela é tudo uma companhia pra ser amada;
JANELAS
Cada uma com o seu formato:
Redonda, quadrada, comprida ou arco;
Seja na sala, na cozinha, no banheiro ou no quarto,
Na parede é visualizada como um buraco;
Tem uma beleza reprimida, um tamanho variado,
Um espaço medido, um ponto marcado;
Desenho eclético, modelo diverso, frescor dos transportes,
Olhos da casa, símbolo do universo, diferentes portes;
Fechada, parece que não sabe o que é a vida;
Aberta, parece que expõem as suas experiências vividas.
Quebrada, parece ser a íntima da dor,
Intacta, parece ter a química do amor;
Madeira, alumínio, tijolo, ferro, vidro ou ac,;
Sua veste, sua defesa, sua vaidade, seu charme, seu traço.
Televisão embutida, sem cabo, sem controle e sem cana,
Transmite cenas do bem e o do mal.
Escancarada para o sol, retrocedida para o frio,
Espiã da rua, fã do mar e do rio.
Sagrada para o príncipe, romântica para a princesa,
Luxo para o castelo, elegante para a realeza;
Passagem de várias figuras e elementos:
Ar, insetos, fumaça, homens e o próprio tempo;
Banha-se na chuva, seca-se no vento,
Ama a natureza por seu descobrimento.
Não escolhe moradia pra ficar:
Onde a colocam é o seu devido lugar.
Quando esquecida se sente ao relento,
Lembrada em dias de fugas, chuvosos e calorentos.
Janela... deram esse nome a ela...
Um encanto sombrio só se encontra nela.
Camuflada destaca-se singela,
O ser mais lindo que já vi foi através dela.
(volta)
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