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ESCRITORES


Paulo José Marinho


Nasceu em Bragança Paulista, onde viveu os primeiros dez anos de sua infância. Depois, seu pai levou a família para a capital. Ainda muito menino começou a trabalhar numa modesta livraria do centro da cidade de São Paulo, onde fazia pequenos serviços. Se diz um " inventador" de histórias e que o contato com Monteiro Lobato, Júlio Verne, Alexandre Dumas, entre tantos outros grandes autores, aguçou a vontade pela leitura e atiçou ainda mais o seu desejo de escrever suas próprias histórias. Mais tarde, Charles Darwin e a sua "Origem das Espécies", induziram-no na escolha de sua carreira profissional. Licenciado em Ciências Biológicas, especializou-se em microscopia eletrônica e ultra-estrutura celular. Pós graduado em Histologia e Embriologia. Foi aprovado em concurso público estadual e ministrou aulas de ciências e biologia em escolas da rede pública, na periferia do bairro de Santo Amaro, por vários anos.
Atualmente ministra aulas de biologia celular em uma universidade particular. Em 2001 Participou e foi o vencedor do concurso promovido pela Revista Folha, suplemento do jornal A Folha de São Paulo, em sua edição especial de fim de ano, com um breve comentário sobre o tema: O livro que modificou a minha vida. Participou e esteve entre os vencedores do I Prêmio Literário Asabeça 2002, com o conto Fantasia, incluído no livro Além da curva do rio e outras histórias, lançado em agosto de 2003.




Prefácio do autor para Além da curva do rio...

A escrita é uma qualidade inata. Algumas pessoas, por um motivo ou por outro, gostam mais, outras gostam menos de desenvolvê-la. Outras ainda aproveitam essa virtude e fazem dela uma arte.

Eu sou um "inventador" e um "escrevinhador" de histórias, estou, portanto, entre as pessoas que gostam de escrever por descontração, sem nenhuma outra pretensão, como quem coleciona selos, por exemplo.

Escrevo por impulso, não tenho público-alvo. Sou meu próprio leitor. Sou criador e criatura. Dou vida aos meus pequenos seres, brinco com eles e depois deixo que eles sigam seu caminho sem compromisso, acompanhando a trajetória do rio que existe na minha imaginação.

Mas a vida, meu senhor, é surpresa. De repente, entre cheias e vazantes, esse meu rio, como uma grande carrossel, deu uma volta completa pelo mundo e agora, agorinha mesmo, está trazendo de volta as minhas crias. Posso vê-las passando diante de meus olhos, do meu nariz. Parece que perderam a timidez e querem se tornar artistas. Deixo que elas pensem assim, afinal isso faz parte da arte de viver. Mas isso eu sei, é coisa passageira. Depois a correnteza segue seu rumo e tudo volta ao normal. A vida é assim mesmo: fluxo e refluxo, idas e vindas, desviver, renascer.

Viver pois, é momento. O resto é história que a escrita conta.


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