ÍNDICE
ESCRITORES
Maria das Dôres de P. Cestari
Natural de Brasópolis-MG, casada, membro da ASES, professora III, amante da "expressão poética" e da psicologia,
possui alguns trabalhos reconhecidos em fotografias, versos e prosa.
UTOPIA
Final do milênio...Penso em reconciliação
Entre os Homens, com os homens...
Entre Irmãos, com os irmãos!
Cessam-se indiferenças
Anulam-se diferenças...
Une-se toda a nação
Transmissão
Multidão
União
Penso em momento sublime
Todo ser se redime
Céus e terra dão-se as mãos.
POEMA
As letras brincam em um espaço escondido
como se fossem, no céu, a constelação
Nuas, errantes, fugidias qual bandido
roubam de mim consciência e razão
Letras burlam espalhadas em minha mente,
entusiasmadas na dança de uma ilusão.
Entrelaçam-se bailando graciosamente,
estrelas novas em sopro de inspiração.
Despertam sonhos infinitos e atraem
a musa divina, essência que existe em mim.
Em coreografia, elas me encantam e saem.
Escoam rápidas pelo espaço sem fim,
deixando-me tristes prenúncios de abandono...
Não tendo dono.. Apenas passam por mim
CICLO DA VIDA
Corre a água lá da fonte,
na vertente beija a flor, beira a pedra, lava o tronco, leva folha,
roça o monte na linguagem do amor.
Molha o chão com sutileza, sulca a terra, desce a serra.
Há leveza em seus passos, ternura em seu coração.
Sua água, sempre sua,
segue sempre para o rio, corta a estrada sob a ponte,
novo desafio encerra. Na correnteza da água,
jorra escória e com certeza sua dor
Defaz-se em som multicor...
Sua água, sempre sua,
segue sempre rumo ao mar...Descortina-se a paisagem,
ao longe, avista a barragem, miragem em seu caminhar...
Continua alegre ou triste, insiste em mostrar-se à lua,
persiste abraçar o mar.
E sua água sempre sua
se mistura à espuma na beleza do universo...
Bruma se transforma em verso, se perde na natureza...
Sobe ao céu com esplendor, volta à terra como um véu
Ao poente se une à fonte pra louvar o Criador!
(volta)
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